
O autoprodutor deixa de ser apenas aquele que consome energia oriunda de um empreendimento do qual participa e passa a ser, de forma explícita, aquele que produz energia “por sua conta e risco”, internalizando custos, incertezas e responsabilidades inerentes à atividade de geração.

A tarifa branca é percebida como um risco assimétrico: o ganho é incerto, diluído e futuro; a perda é concreta, imediata e vem na conta do mês seguinte.

O direito de revogar é também o direito de empreender com responsabilidade.

A regulação deveria funcionar como um contrapeso racional a esses vieses, estabelecendo mecanismos de precificação de risco e exigindo estudos baseados em cenários conservadores

Isso significa que usinas solares de pequeno e médio porte — justamente aquelas mais comuns em projetos de geração distribuída e geração compartilhada — passaram a ter um caminho regulatório mais ágil

Mas há contrapartidas relevantes. Ao restringir o acesso à equiparação, a medida pode excluir do mercado justamente aqueles consumidores que, isoladamente, não teriam capacidade de implantar projetos de autoprodução, mas que o fariam por meio de consórcios, fundos ou estruturas coletivas.

Com a entrada em vigor da Lei Complementar nº 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária, o cenário muda substancialmente. A substituição de tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS por dois novos tributos — a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) — representa não apenas uma simplificação do sistema, mas uma reestruturação profunda da lógica fiscal vigente.

O primeiro aspecto relevante do PL está na tentativa de corrigir uma falha de mercado clara: a assimetria entre os custos sociais decorrentes da má governança de dados e os benefícios privados auferidos pelos operadores.

Cláusula de Take-or-Pay: essa cláusula pode funcionar como o núcleo da previsibilidade do contrato. Ela define que, mesmo que o comprador não retire o volume acordado de hidrogênio, deverá pagar integralmente por ele. Sem ela, o contrato perde lastro econômico.

Os modelos de negócio emergem como elemento-chave para viabilizar projetos. O uso de contratos de compra e venda de longo prazo, como os HPAs (Hydrogen Purchase Agreements), inspirados nos PPAs do setor elétrico, é essencial para garantir previsibilidade de receita.

A pergunta para investidores e empresários não é apenas quando investir, mas como estruturar um modelo de negócios que minimize riscos e maximize retornos no setor de hidrogênio.

O PHBC, instituído pela Lei nº 14.990/2024, apresenta um marco regulatório promissor, mas que, sob a ótica da análise econômica do direito, ainda depende de regulamentação para que seus incentivos sejam eficazes e proporcionem a alocação eficiente de recursos

O objetivo do presente artigo é detalhar todas as normas trazidas pelo referido projeto de lei. Como funcionará a concessão dos créditos fiscais? Quem poderá acessá-los? Qual o montante disponibilizado? Qual será a forma de obtenção, via concorrência? Haverá necessidade de regulação?

Uma vantagem importante do mútuo conversível é a proteção patrimonial para o investidor, que inicialmente mantém a posição de credor, protegendo-se contra eventuais dívidas ou problemas financeiros da empresa

O principal objetivo do Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio (SBCH2) é promover a utilização do hidrogênio de forma sustentável, assegurando que a produção e uso desse combustível respeitem os padrões ambientais e de emissão de gases de efeito estufa (GEE).